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sábado, 13 de junho de 2009

Canion das Bandeirinhas Full Mode

Objetivos: 3km do Cânion das Bandeirinhas
Ponto Inicial: Portaria Principal do Parque Estadual da Serra do Cipó
Distância Aproximada : 28 km
Cachoeiras alcançadas (total) : 1 queda (quase cachoeira)
Cachoeiras vistas (total): 3 (Farofa, Taioba e Sem Nome)
Altitude Inicial : [verificar]
Altitude Máxima no percurso : [verificar]
Passagens obrigatórias pela água : Sim (3)
Trilha bem demarcada : Sim
Perigo de perder : Sim (mas pouca)
Dificuldade : Difícil (distância)
Desbravadores: Diego e Romina


BH - Serra do Cipó
Saímos de BH as 7:30 (meio atrasados), chegando na Porta do Parque Nacional as 8:50 (ok, eu não dirijo rápido!). Isto é, eu já tinha perdido 50 minutos que poderiam valer ouro nessa caminhada. Chegando no parque, preenchi rapidamente o formulário e aluguei a bicicleta.

Dentro do Parque é possível fazer as trilhas :

-a pé
-de bicicleta (dá pra alugar lá dentro, atualmente o preço é R$ 25,00 (meio caro...)). Mas as bicicletas em bom estado de conservação e com marchas (bem útil).
-a cavalo

Alugada a bicicleta (a minha irmã levou a dela própria) comemos algo rápido e começamos a trilha as 9:00.

Trilha
Fomos num ritmo tranquilo (não muito lento, mas sem correr). A trilha de bicicleta é bem tranquila até a bifurcação Canion/Farofa. É importante ressaltar que existem duas bifurcações que separam a trilha de Farofa/Canion. É que, a primeira bifurcação é meio "mentirosa". Existe uma placa que te manda ir pela direita (caso queira ir para o Canion). Porém, cerca de 1km depois essa trilah da direita se encontra novamente com a trilha de Farofa, exatamente no ponto da segunda bifurcação (onde tem uma segunda plaquinha pedindo pra você pegar, novamente a direita).

Início da Trilha Cânion/Farofa
Casinha Abandonada no primeiro terço da trilha

Depois da segunda bifurcação (onde os Farofenses nos dizem tchau) a trilha fica visivemlente mais fechada (muito menos gente se aventura pelo Cânion). Além de mais fechada ela tem várias passagens por afluentes do Rio que corta ali (esqueci o nome, tenho que verificar). Essas passagens acabam diminuindo a velocidade média da ida de bicicleta, mas ainda assim, o tempo gasto é menor que se for a pé. A trilha continua mais ou menos em um ritmo constante tendo sempre ao lado direito a Cachoeira Farofa, depois a Cachoeira Taioba e logo uma terceira cachoeira que, até onde eu sei, não tem nome.

Não deve haver trilha pra lá, por certo, mas a cachoeira promete, porque parece que ela fiac bem escondidinha atrás de uma rêentrancia da montanha, como dá pra ver na foto.

Pequena Cachoeira Sem Nome, depois de Taioba
Deu pra ver de longe!

Chegado o 11o. km atravessa-se o famoso Rio Mascate que tem uma considerável extensão. Não dá pra passar pedalando e no inverno a água é gelada, mas em junho, ainda aguentável.


Rio Mascates
Água gelada, mas dá pra nadar!


Último Km da Trilha - muitas raízes
Depois de atravessado o rio, a trilha fica mais complicada pra quem vai de bicicleta. E isso se agrava no último quilômetro mesmo (12 a 13km). Começam a surgir muitas árvores com raízes sobressalientes o que fazem com que você seja obrigado a carregar a bicicleta praticamente o fim da trilha todo. Eu recomendo que no último km de trilha você já amarre a bicicleta em algum lugar e siga a pé. Não vale a pena levá-la consigo.

Demoramos assim, 1 hora e 45 minutos desde a sede até avistar o Cânion mesmo.

Cânion das Bandeirinhas
Visão de quem chega

O "difícil" do Canion Bandeirinhas é que, ao mesmo tempo que dá vontade continuar explorando ele acima, os 13km de ida já tiram um bocadinho de energia.

Minha meta era subir pelo menos 3km do Cânion pelas pedras. Minha irmã ficou descansando no Poço #1 do Cânion (muito bonito) enquanto eu subia. Eu combinei com ela que demoraria no máximo 3 horas (tinha 1 hora e meia de subida, portanto).

No wet, don't get
Informação Importante: Não dá pra subir o Cânion sem se molhar. Da primeira vez que tinha ido ao Canion, tinha verificado mais ou menos que era dificil. Dessa eu vez eu olhei com cuidado pra me certificar que não há como atravessá-lo sem se molhar. (a menos que se dê a volta por trás dele, mas é uma volta muito grande, não vale a pena).

É preciso entrar na água, mas a boa notícia é que é preciso nadar só uns 5 metros pra atravessar o primeiro poço. O problema é que carregando coisas o negócio fica complicado (eu ainda não tenho uma bolsa impermeável). Passei com um braço no alto e nadando com o outro pra conseguir atravessar com a companhia que não podia faltar: a máquina fotográfica (e o GPS <-- data-blogger-escaped-a="a" data-blogger-escaped-beeem="beeem" data-blogger-escaped-br="br" data-blogger-escaped-d="d" data-blogger-escaped-entanto.="entanto." data-blogger-escaped-esse="esse" data-blogger-escaped-gelada="gelada" data-blogger-escaped-gua="gua" data-blogger-escaped-inverno="inverno" data-blogger-escaped-maiores="maiores" data-blogger-escaped-mas="mas" data-blogger-escaped-no="no" data-blogger-escaped-passei="passei" data-blogger-escaped-prepara-se="prepara-se" data-blogger-escaped-problemas="problemas" data-blogger-escaped-prova="prova" data-blogger-escaped-sem="sem">
Poços - Grandes e inóspitos
Passado o primeiro poço já chega-se no segundo poço, igualmente bonito. Os paredões ficam bem próximos uns do outros, formando um Cânion muito belo (o mais bonito que eu conheço até o momento). No segundo poço. A segunda má notícia. Também não tem como atravessá-lo sem molhar. A dificuldade é a mesma do Poço 1. Novamente pela parte direita, chega-se até quaaase a outra ponta. Mas no finalzinho é preciso nadar uns 5 metros mais ou menos. E não dá pé. Tem que nadar um pouco. Escrevendo parece fácil, mas só pra passar os dois primeiros poços demorei alguns bons minutos. É que com carga, a coisa se complica consideravelmente. Do segundo ao terceiro poço dá uma caminhada de 5 minutos tranquilos. O terceiro poço foi o que achei mais bonito dos 3. As pedras tem uma tonalidade muito diferente e a água completamente calma e transparente. Impossível não namorar aquilo. Acabei ficando um tempo ali tirando algumas fotos. Passado o terceiro posso, demorei mais ou menos 30 minutos pra chegar até o 4o. poço.
Terceiro Poço do Cânion
Achei esse o mais bonito (calmaria total!)

Entre esses dois, existe a terceira má notícia: É preciso passar pela água mais uma vez. Mas essa passagem é pior porque deve-se escolher entre duas opções: -Nadar uma distãncia maior sem correnteza. -Ou a distância menor com correnteza (deve ser uns 3 metros.. é pouca coisa... masss..foi osso). É porque nesse ponto a altura do cânion sobe um pouquinho causando essa queda intermediária. Consegui passar com sucesso sem molhar as coisas novamente e finalmente cheguei no 4o. poço.

Queda entre o terceiro e quarto poço do Cânion
Nesse também tem que nadar!

Logicamente, igualmente bonito. Porém, eu já tinha gasto 1 hora do meu tempo na subida. A última má notícia é que eu tinha subido só 900 metros do Cânion de acordo com o meu GPS!!!! (a minha meta era 3km ¬¬) E olha que eu me segurei pra não tirar muita foto no caminho. O 4o. poço é bastante extenso e parecia que eu ia ter problemas pra atravessar esse também. Foi nesse momento que decidi que o meu almoço seria ali. Eram 12:30, já tava de bom tamanho a minha jornada.

Braúnas em 1 dia - missão quase impossível
A conclusão do momento é: Se você deseja chegar a Braúnas em um dia só, você vai ter que penar muito e deve-se ir com alguma sacola impermeável (caso você va subir com coisas) pra assim não perder tempo escolhendo o melhor lugar pra se atravessar (a maior parte do meu tempo eu gastei escolhendo o melhor lugar pra "nadar"). Até a cachoeira de Braúnas são 5km, de acordo com o Google Maps. De acordo com o GPS eu fiz uma velocidade de 900 metros por hora. Uma velocidade incrievlmente baixa. Se eu continuasse nessa velocidade demoraria mais de 5 horas pra chegar na cachoeira!!! Quase impossível fazer a ida e volta desde a sede num dia só. O roteiro até Braúnas é possível pra alguém que já conhece o caminho e vai sem parar pra tirar foto no caminho. Se não, desista!

Bastante pedra entre o terceiro e quarto poços!

Almocei e voltei. Não triste, porque desbravei uma parte legalzinha do cânion (mas sim.. ainda faltou muito!). Desde o 4o. poço eu pensei ter avistado uma cachoeira e só fui verificar que era um galho quando abri as fotos no meu PC (bendito zoom óptico com 8Mpixels! ehauh). Enfim, no 4o. poço existe um filete de água que cai do paredão esquerdo. Por certo no verão deve cair um pouco mais de água ali. Não chega a ser uma cachoeeeeira, mas deve dar uma quedinha legalzinha pra levar uma chuveirada! Descisem maiores problemas, constatando mais uma vez que não tem como atravessar sem molhar.

Quarto Poço do Cânion
O maior entre os 4 primeiros
Ah! Devo constatar dois machucados que adquiri no caminho (ambos idiotasm, ehauh). O primeiro deles foi na passagem do segundo poço. Durante a nadada, eu dei uma joelhada em uma pedra pontuda. Achei que não tinha sido nada, nem senti. Depois que comecei a andar aí comecei a sentir novamente. Quando olhei o joelho, tinha dado uma pancada legal, tava sangrando um cado (é que a água tava tão fria que num senti nada! heauh) O segundo tombo foi idiota. Eu estava PARADO no quarto poço olhando pra SUPOSTA cachoeira (que era um galho, na verdade) e deslizei o pé, com câmera na mão e gps na bolsa, molhou tudo! heauhu.. mas por sorte nada quebrou. A dica é:
-Cuidado com a passagem pela água. O Cânion tem muitas pedras, algumas pontudas. E não seja um imbecil e caia de maduro, ehauh.

Demorei 1 hora e pouco na descida também (não gastei muuuito menos tempo não). Mas parei pra tirar fotos e filmar também. (além de tentar sem sucesso atravessar sem nadar. Não consegui mesmo!) as 13:30 estava de volta ao poço #1, no que começamos a voltar. O recompensador da volta é a coloração da montanha com o por do sol. Fica tudo dourado, é bem bonito.

13km pedalando forte, fizemos a volta em 1 hora e meia. Passamos por muuuita gente na volta. A Farofa em feriado realmente fica Farofa, deu pra perceber. O Cânion estava tranquilo, poucas pessoas (poucos se aventuram em 13km). Minha irmã foi brava por aguentar o passeio numa boa (cansa, mas ela aguentou bem). E voltamos num ritmo bem forte. Paramos pouco e eu pedalei que nem um maluco. Chegamos cedo as 16:30 na sede, tomamos uma coquinha (felizmente tinha uma mulher com um isopor vendendo refri e sanduíche la) e fomos embora tranquilões para BH, com gosto de queremos mais!

Em breve, mapa detalhado.
Resources:

Fotos
http://iogurt.multiply.com/photos/album/121/121

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Rota sugerida:
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6 comentários:

Herman Monteiro disse...

Show.....Otimo passeio, estou planejando fazer esta rota no proximo final de semana.

È bom saber que alugam-se bike, pois eu iria enfrentar os 13 KM a pé, e talvez sozinho...Mas ta de boa...

Depois posto ai os comentarios.

valeu irmão...

Diego Bigliani Solamito disse...

Fala Herman, bom ja estar mantendo contato com vc pelo face ;)

Em breve te mando mais fotos desse passeio!

um abraço

Herman Monteiro disse...

Show de bola...

Um passeio inesquecivel!
Fui e fiquei super satisfeito...
Valeu Diego!

Diego Bigliani Solamito disse...

Valeu Herman,

espero tenha guardado as milhões de fotos :)

abraço

Stéphanie Freitas disse...

Diego, sua postagem tirou muitas dúvidas, mas me sobrou uma: na travessia de um poço para o outro, é fácil para uma mulher atravessar? Pensei em fazer essa trilha com minha irmã e pelo seu relato, compensa muito mais ir em todos os poços.
Agradeço desde já sua resposta.

Diego Bigliani Solamito disse...

Oi Stephanie,

Fizemos este passeio faz muito tempo. mas de fato, se seu objetivo é chegar até o quarto poço (ou mais) não se trata de um passeio básico (é intermediated, eu diria, hehehe)
É uma boa distância e, chegado ao Canion, vc vai caminhar sobre pedras, lento e tendo que nadar em alguns (não dá pra passar sem molhar).

Os Caçadores de Cachoeiras

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